A Lâmina da Assassina (Sarah J. Maas)


Estava em dúvida se começaria essa sequência de posts sobre a saga Trono de Vidro com o primeiro livro da série ou não, mas depois de chegar a algumas conclusões sobre essa história que tanto me marcou, decidi que seria muito melhor começar a falar deles pelo prequel A Lâmina da Assassina, que foi o grande responsável por me fazer gostar mesmo desse universo construído pela Sarah J. Maas (e olha que aqui as coisas ainda estavam no comecinho!)

Sinopse: Muito antes de Endovier, antes do torneio para escolher o assassino do rei, Celaena Sardothien já era sinônimo de morte. Da baía da Caveira ao deserto Vermelho, passando por Forte da Fenda, siga o rastro de morte e de justiça da jovem, a mais letal assassina de Adarlan. Mas prepare-se: sua lâmina só não é mais certeira que seu código de honra.

A ASSASSINA DE ADARLAN


Meu nome é Celaena Sardothien — sussurrou ela — e não vou sentir medo.
Celaena é tão conhecida como ao mesmo tempo é um mistério. Ninguém sabe como é seu rosto, mas todos conhecem seu nome. Ela é a Assassina de Adarlam, a mais letal e implacável de todos os assassinos do continente de Erilea. Foi criada de forma rígida pelo Rei dos Assassinos, e seu passado é permeado de segredos que, aparentemente, até ela prefere esconder de si mesma. Aqui nesse livro teremos cinco contos sobre como era sua vida antes de que ela conhecia e prezava ser tirado dela.

Eu acho importante começar a ler a saga por esse livro, e falo isso como uma pessoa que leu ele depois de ler Trono de Vidro. Eu sentia como se tivesse caído de paraquedas numa história já em andamento. E, bom, foi quase isso que aconteceu. Parece que tudo que antecedeu os acontecimentos do primeiro livro estavam claros na mente da autora, mas só depois ela decidiu escrever esses contos para contar o que aconteceu. Foi graças a eles que eu consegui me conectar de verdade com a protagonista (todos os livros são narrados em terceira pessoa), e acredito que, se tivesse tido essa conexão antes, a leitura do primeiro livro teria sido muito mais aproveitada.

A Lâmina da Assassina nos faz entender quem foi e quem é Celaena Sardothien. Sim, uma assassina  cruel e implacável (e aqui ela está bem malvadinha, pra dizer o mínimo), mas também uma garota de 17 anos levemente (ou muito) arrogante, definitivamente muito sarcástica, que adora vestidos bonitos e que, mesmo sendo sido levada a certas situações a qual não queria estar, tira o melhor daquilo da melhor forma que consegue. E, acima de tudo, uma pessoa com sentimentos, que precisa de ajuda em alguns momentos, que sente raiva, alegria, tristeza e inseguranças, mesmo que muitas vezes não se deixe admitir nada disso nem pra si mesma.


Foi uma leitura incrível! Eu me senti vidrada em todos os contos, mesmo que, a princípio, eu não estivesse animada com a leitura. Nas primeiras páginas eu pensei "nossa, esse livro vai ser um saco", mas não! Mesmo que eu já soubesse qual seria o destino de Caleane e de um certo personagem, o livro conseguiu me fazer sorrir, chorar e torcer por eles, mesmo que, independente do que acontecesse, tudo levasse a um caminho já traçado (que por sinal, é bem triste).

No mais, esse livro nos apresenta a personagens muito relevantes para os próximos livros da saga, alguns que me surpreenderam de maneira maravilhosa. Tenho certeza que vai fazer qualquer pessoa ficar pelo menos um tantinho curiosa para saber o que mais vai acontecer com Celaena Sardothien.

contos da assassina



 A Assassina e o Lorde Pirata: no primeiro conto somos levados juntos de Celaena e Sam (um assassino muito fofo, e que nem dá pra acreditar que mata pessoas!) a uma ilha habitada por piratas e governada por um lorde pirada, o Rolfe. Lá, Celaena acredita que vai tratar de um assunto especifico para o Rei dos Assassinos, mas acaba descobrindo que seu mestre está envolvido com negócios de escravos. Celaena e Sam, juntos e sem chamar tanta a atenção (fail alert), vão tentar acabar com isso, mesmo que esse gesto nobre possa lhes custar muito caro.

A Assassina e a Curandeira: Celaena esta indo para um lugar onde não deseja estar. Ela está angustiada, doida por uma briga só pra pode descontar sua raiva e seu nojo pela estalagem onde está. Lá, ela conhece Yrene (esse nome vai ser muito importante no último livro da saga), uma aspirante a curandeira que não pode usar magia de cura (a magia foi banida do continente pelo Rei de Adarlan) e nem tem dinheiro para ir para um lugar onde pode desenvolver suas habilidades. 


 A Assassina e o Deserto: debaixo do sol escaldante do Deserto Vermelho, Celaena se vê indo para a fortaleza dos Assassinos Silenciosos para receber treinamento do Mestre Mudo. Ela não quer estar lá e, pior, não pode voltar para Forte da Fenda sem uma carta de aprovação do próprio Mestre. Em meio a novas amizades e a um treinamento totalmente diferente do que está acostumada, ela se vê questionando se a maneira como foi tratada a vida toda realmente foi certa.

 A Assassina e o Submundo: em Forte da Fenda, a cidade que por anos foi um refúgio, um lugar onde pôde usufruir dos luxos que tanto gosta, Celaena se vê confrontando e batendo de frente com tudo que sempre teve como certo em sua vida, além de se entregar a sentimentos que nem ela sabia se conseguira ter um dia (e pela pessoa que definitivamente ela não desejava sentir).

A Assassina e o Império: e é aqui que vemos as coisas desmoronando definitivamente na vida de Celaena, que antes estava determinada a deixar todo o passado para trás. Eu não posso falar muito sobre o que acontece aqui, mas posso garantir que eu chorei bastante nas últimas páginas (eu NUNCA vou superar a morte do ***!).

trono de vidro <3


Nesse vídeo que gravei para o meu canal eu falei de uma forma geral e meio bagunçada, mas ao mesmo tempo muito feliz e muito animada e muito emocionada quase tudo que eu achei de Trono de Vidro. Não foi o vídeo mais assistido do canal (decididamente não hehe), mas eu precisava gravá-lo pra me lembrar do quanto essa saga foi importante pra mim. Tem alguns spoiler, mas eu aviso quando eles começam.


Quem aí já leu A Lâmina da Assassina ou qualquer outro livro da saga? Quem também ama de paixão essa história? Espero que o post tenha deixado quem não leu pelo menos com um pouco de vontade de ler. E, lembrem-se, sejam como Celaena: não tenham medo! (compre aqui)

Sobre livros e sentimentos que não mudam


2019 foi um ano de altos e baixos, talvez mais baixos do que altos (hehe). As minhas leituras não ficaram atrás. Eu li vários livros muito bons, alguns medianos e outros decepcionantes. Tive ressaca literária, não queria ler nada e por aí foi. Geralmente eu tento não me sentir culpada por estar relendo algum livro enquanto eu poderia estar lendo livros novos. Geralmente eu falho e largo a releitura no meio, verdade seja dita. Mas uma das melhores coisas que poderia ter feito no ano passado foi reler a série O Lado Mais Sombrio.

Eu me lembro claramente de como pegar nas mãos o volume um dessa série; como foi ler a sinopse e achar intrigante aquele visão no mundo lindo e doce que sempre foi o País das Maravilhas para mim. Me lembro da minha amiga que me deu o livro na época jurando que eu iria amar. Me lembro da minha hesitação inicial, de abrir a primeira página e a adentrar o caminho sem volta que seriam esses livros para mim. Quando a fantasia invadir o seu mundo, não adiantará resistir. E eu não resisti. Eu me permiti sentir tudo que ela poderia me proporcionar. E me encantei de tal forma que ela continuou comigo por muito tempo.

Entre meus 15 e 16 anos eu li esses livros mais vezes do que posso me lembrar (mas acho que devem ter sido no mínimo cinco vezes). Eu aguardei ansiosa pelo lançamento dos próximos volumes (e enchi o saco da editora com isso), eu me apaixonei, eu convenci pessoas a lerem... e foi fantástico vivenciar tudo isso. Mas chegou num ponto que eu percebi que não conseguiria ler esses livros para sempre. Meu coração desejava novas fantasias, mas eu sabia que, sempre que eu quisesse ou precisasse, os personagens e o País das Maravilhas estariam me esperando. E devem ter se passado quase dois anos com essa história tão querida para mim adormecida; ainda amada, mas intocada como num bolsão de memória congelado.

E foi no ano passado que a oportunidade de voltar a essa versão sombria e linda do universo que eu tanto amo surgiu. Foi bem aleatório: eu consegui fazer uma amizade numa noite, e no outro dia a gente combinou de fazer uma leitura conjunta da série. E foi incrível, melhor do que qualquer passeio místico pelo trem da memória poderia ser. Em todas as vezes que eu reli O Lado Mais Sombrio, Atrás do Espelho, Qualquer Outro Lugar e Sussurros do País das Maravilhas eu sentia como se a minha casa estivesse sempre comigo. E acho que, por causa do tempo que eu passei sem ler, ao relê-los eu senti como se estivesse voltando para a minha casa!

Ao pensar nesses livros agora, uns meses depois da releitura, eu sinto tanta saudade. Eu me lembro dos detalhes da história, dos diálogos marcantes (a maioria eram provocações entre os personagens), das cenas que me fizeram rir e chorar. Eu me lembro de tudo! E eu sei que, se eu os pagasse para reler nesse instante, iria sentir tudo isso de novo. Eu sou uma pessoa sensível no sentido de ser vulnerável às maneiras como certas coisas me tocam. Às vezes me privo de sentir certas coisas, mas algo que nunca eu quero brecar é o quanto eu sou capaz de sentir lendo um livro, e ainda mais algum que seja tão importante pra mim quanto esses.

Acho que só quem lê e se permite mergulhar em suas leituras - como Alice mergulhou na toca do coelho - consegue entender o que estou dizendo. Eu mudei muito de cinco anos pra cá. Eu consegui enxergar essa história com os olhos de quem eu sou hoje, e também com os olhos da Luh de anos atrás, que sonhava todas as noites que um ser alado sairia do espelho e a levaria para um mundo caótico e lindo. Foi tão bom perceber que nada mudou: que eu ainda me fascino por essa história, por esse mundo que foi criado há tanto tempo Lewis Carroll, e relido de uma forma totalmente nova por A.G. Howard (sem perder a loucura intrínseca a ele). E perceber que contos de fadas sempre serão meus favoritos.

A Menina do Outro Lado vol. III (Nagabe)


Quando recebi o volume I do mangá A Menina do Outro Lado não sabia bem o que esperar da história, ainda mais por se tratar de um gênero a qual não estou acostumada (nunca tinha lido um mangá antes!). Também não esperava que eu fosse uma das pessoas que ficaria esperando com ansiedade por cada novo volume lançado, e sempre com a expectativa para saber o que mais seria revelado sobre a história.

Tudo começa num país dividido entre pessoas normais e seres amaldiçoados. Shiva é uma menininha que vem sendo cuidada por uma criatura amaldiçoada chamada Sensei. Os dois, mesmo não podendo se tocar, pois se uma criatura amaldiçoada tocar em alguém "de dentro" (como são chamadas as pessoas normais), também os amaldiçoarão. 


Essa é uma história permeada de segredos, com uma certa filosofia envolvendo deuses de trevas e luz. No volume I (que até o momento ainda é o meu favorito) vemos mais sobre a relação entre Shiva e Sensei, enquanto que no volume II descobrimos mais coisas sobre os seres amaldiçoados. Já no volume 3, nós somos apresentados de forma mais aprofundada ao moradores de dentro, que são as pessoas normais que vivem protegidos por uma muralha. 

Para mim, mesmo com toda a tensão e urgência e desejo de descobrir mais ao longo das páginas, A Menina do Outro Lado é tão linda e preciosa por explorar de forma sensível e natural a relação da Shiva e do Sensei que, ao longo dos livros, vai se tornando cada vez mais forte. Ela é uma criancinha doce e que não perde a bondade mesmo quando é confrontada com situações ruins. Ele é uma criatura muito reservada, mas que tem um carinho enorme por ela. No terceiro volume essa ligação se torna muito maior, pois, mesmo separados, em nenhum momento um se esquece do outro.



Eu gostei muito de como o volume III  explorou esse universo. Até então nós só tínhamos vislumbres da vida do outro lado da muralha, e ver tudo se expandindo foi ao mesmo tempo esclarecedor e angustiante, pois a gente sente a todo momento que alguma coisa ruim vai acontecer. E, novamente, há a reflexão sobre quem são os verdadeiros monstros da história; é sutil, mas ela está lá para quem prestar atenção, e quebra um pouco o que os traços delicados e escrita simples podem caracterizar como uma história infantil (crianças podem ler, mas não é uma história infantil de maneira nenhuma!).


O mangá está sendo publicado aqui no Brasil pelo selo Graphic Novel da DarkSide Books. Pra ser sincera, eu não imaginava que ia me encantar tanto por esse selo, pois raramente lia quadrinhos/graphic novels antes de os livros começarem a chegar aqui em casa. Mas, aconteceu, eu morro de amores por esse selo e por vários títulos lançados, embora A Menina no Outro Lado ainda seja meu favorito de todos!

A edição está um chuchzin, assim como as dos volumes anteriores. As capas, embora de cores, diferentes, combinam entre si, e eu só consigo imaginar o quão linda vai ficar toda essa coleção, pois ainda têm vários volumes a serem lançados no nosso país. A ilustrações têm os traços bem finos e todas são em preto e branco (e lindas!). Fora os detalhes da folha de guarda e o cuidado que tiveram com a edição num todo (a gramatura das folhas, a capadura...).


em cada um dos volumes a cor dessas flores da folha de guarda é diferente *-*



Não posso dizer que depois desse meu primeiro mangá eu me tornei uma leitora ávida do gênero, mas garanto que estou muito curiosa para saber como essa história vai continuar no volume IV. Ah, e também estou no aguardo de mais notícias sobre o anime da história que foi anunciado!

Alguém aí já leu algum dos volumes? Alguém ficou curioso?
compre aqui: volume I | volume II | volume III