Últimas séries que assisti #2


Anne with an "e" (segunda temporada): essa série é de longe a minha favorita. Depois que assisti com uma amiga alguns episódio e ela me comparou com a Anne... vish, aí sim que ela entrou no pódio para não sair por um bom tempo (isso deve valer de alguma coisa, mesmo levando em consideração o fato de que eu não vejo muitas séries). Estava ansiosa pela segunda temporada, e quando ela finalmente foi disponibilizada não deu em outra: eu maratonei em um dia.

primeira temporada é muito introdutória. Encantadora sim, mas acabamos tendo tudo sob o ponto de vista único e exclusivo da Anne, que é uma personagem incrível, a protagonista da série. Mas a verdade é que todo o ambiente é recheado de subtramas que mereciam aprofundamento e um desfecho. Com certeza esse foi um dos pontos que mais gostei nessa nova temporada: os outros pontos de vista: Gilbert, Diana, Marilla, Matthew... todos eles têm histórias próprias, lindas e emocionantes que eu amei conhecer.

Nessa temporada não tiveram medo de incluir temas polêmicos. Na anterior é citado o feminismo e há a possível presença de uma personagem lésbica. Agora, é tudo muito "aberto", embora obviamente a gente consiga perceber certos assuntos antes dos próprias personagens, pois na época não era tão comum pessoas abertamente homossexuais, por exemplo. Também têm personagens negros, a questão do empoderamento feminino, do ser diferente. Tudo isso é muito atual, mas é tratado na série de um maneira tão sensível que eu me vi chorando em diversos momentos e me questionando o porquê de hoje em dia ainda ser necessário ensinar certas pessoas o quão errado e horrível é destratar e perseguir alguém por conta de sua orientação sexual, cor, estilo de vida... somos todos seres humanos, sentimentos e sofremos do mesmo jeito!

Em fim, a segunda temporada de Anne with an "E" nos entrega uma história ainda mais rica e sensível do que a da primeira temporada. A fotografia e trilha sonora continuam verdadeiras preciosidades. As atuações, idem. Sem tirar nem por, uma das melhores séries do meu 2018! ♡


Chilling Adventures of Sabrina: eu amo coisas de bruxas, e amo coisas mais macabras, mas, sério, eu nunca vi tanto satanismo e tanto ocultismo num lugar só! Cadê a Sabrina fofinha dos 90's, ou aquela que eu via na Sessão da Tarde? Pois é, se você está esperando algo engraçadinho, ou é uma pessoa "assustável" ou até mesmo preconceituosa, essa série não pra você.

Têm culto satânico, feminismo, sororidade, protagonista empoderada e forte, personagem LGBT, negros... Sabrina realmente conseguiu englobar muita coisa. Os episódios podem até parecer cumpridos e massantes para quem não está acostumado, embora eu tenha adorado. O humor negro da série também é outra coisa sensacional. Eu adorei!

De longe minhas personagens favoritas foram a Tia Zelda e a Tia Hilda. As cenas na casa da Sabrina eram minhas favoritas, pois era divertido ver as duas, com personalidade tão diferente, tentando cuidar da Sabrina. Tia Zelda é aquela mais realista, meio pomposa, mas que no fundo só quer o bem da Sabrina. A Tia Hilda já é meio inconsequente, fofa e que sempre tem um chá que resolve as coisas.

Algumas coisas na série podem ser características de uma série teen, mas quando as começavam a ficar muito "adolescente", o Senhor das Trevas aparecia para quebrar o tom. Algumas atitudes prepotentes da Sabrina me incomodaram um pouco (manis de grandeza, cof cof...), mas nada que tenha atrapalhado a experiência incrível que foi acompanhá-la por seu mundo sombrio. Segundo informações confiáveis vulgo google, a segunda temporada já estava sendo gravada antes mesmo de a primeira ser lançada, ou seja, foi um golpe de sorte da Netflix, e que deu muito certo!


The Handmaid's Tale (segunda temporada): conhecer essa série logo esse ano me causou um pavor total. Nos últimos tempos eu venho me tornando uma pessoa um tanto quanto pessimista, embora também torça para que aconteça o contrário do que acredito, e, tendo em vista o cenário atual do Brasil, eu imagino algo bem ao estilo Gilead! Se você não conhece essa história fantástica, lamento dizer que está perdendo muita coisa.

As sensações que tive com a segunda temporada foram diferentes das que tive na primeira, acho que porquê eu realmente não estava acostumada a uma história tão pesada no formato de série, além de ainda estar conhecendo como funciona aquela realidade. Na nova temporada o que nos choca é realmente o quão horríveis e baixas as pessoas podem ser. Somos apresentados ao passado de outros personagens que não foram tão abordados anteriormente (a Emily aaaaa!) e a outros cenários daquela sociedade.

A verdade é que essa série é uma crítica muito bem construída sobre a nossa própria realidade. Os temas como machismo e homofobia são tão fortes que realmente nos causam um desconforto terrível. Têm cenas muito mais fortes e que podem servir de gatilho do que na primeira temporada. Vemos também o quão corajosa a nossa protagonista, June, é: a gente sente as dores dela e se frustra junto com ela. Por favor, entreguem todos os prêmios do mundo a Elisabeth Moss! Que atriz, que mulher!

Não sei o quanto mais devo falar sobre essa série, pois não quero dar spoiler, mas irei proteger e enaltecer The Handmaid's Tale até o fim dos tempos. Definitivamente é uma das melhores séries que eu já vi em anos. O final é destruidor e nos deixa ainda mais sedentes pela terceira temporada (não entendi quem não gostou haha). 

Isso é tudo, pessoal! Rainha Vermelha, 

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6 on 6 (november 2018)






1. Refugiados: esse é um dos livros que quero ler logo menos. A graphic novel conta a história da "Selva", uma ~cidade dentro da cidade~ de Calais, e que abrigava milhares de refugiados, especialmente do Oriente Médio. Tenho muito interesse por esse assunto, e acho que vai ser interessante saber mais sobre por meio de ilustrações e textos curtos.
2. Novembro azul: uma foto de alguns dos meus livros azuis para lembrar que, assim como no mês passado teve Outubro Rosa para conscientizar a prevenção e tratamento de câncer de mama e câncer de colo do útero, esse mês tem Novembro Azul. A campanha tem como objetivo a conscientização a respeito de doenças masculinas, em especial a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de próstata. Meninos, atenção!
3. Alguns dos meus mundos alternativos: eu amo esses dois nichos da minha estante, tanto pela disposição dos livros, quanto pelo fato de a minha série de livros favorita da vida inteira estar aí. Infelizmente é uma série meio flopada, então não tenho itens colecionáveis e nem como fazer um nicho dedicads apenas a ela hehe.
4. Cookies: vi a receita desses biscoitos no canal da Mel, mas a primeira vez que tentei fazer deu tudo errado, pois os biscoitos viraram um biscoitão gigante e fino. Já dessa vez, como que por milagre, deu certo, e eu tô muito feliz por isso. Tirei essa foto junto com o livro Leve-me Com Você, pois é o livro citado no vídeo da Mel. 
5. Histórias reais. Assassinatos reais: esse é um dos livros cuja leitura está sendo intercalada com outras leituras. Incrível como todos os livros da DarkSide Books são tão fotogênicos! ♡ 
6. A vida compartilhada em um admirável órbita fechada: esse livro é uma das minhas leituras atuais, mas confesso que, embora esteja com muita curiosidade sobre essa sequência, a famigerada ressaca literária não me abandona, e por isso eu ainda não consegui pegar firme na leitura.
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Isso é tudo, pessoal! Rainha Vermelha, 

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The Kiss of Deception (Mary E. Pearson)


A força feminina é a grande estrela neste romance de Mary E. Pearson. 

Tudo parecia perfeito, um verdadeiro conto de fadas – menos para a protagonista dessa história. Morrighan é um reino imerso em tradições, histórias e deveres, e a Primeira Filha da Casa Real, uma garota de 17 anos chamada Lia, decidiu fugir de um casamento arranjado que supostamente selaria a paz entre dois reinos através de uma aliança política. O jovem príncipe escolhido se vê então obrigado a atravessar o continente para encontrá-la a qualquer custo. Mas essa se torna também a missão de um temido assassino. Quem a encontrará primeiro? 

O primeiro volume das Crônicas de Amor e Ódio evoca culturas do nosso mundo e as transpõe para a história de forma magnífica. Através de uma escrita apaixonante e uma convincente narrativa, o romance de Pearson é capaz de mudar a nossa concepção entre o bem e o mal e nos fazer repensar todos os estereótipos aos quais estamos condicionados. É um livro sobre a importância da autodescoberta, do amor e como ele pode nos enganar, e de uma protagonista em busca de sua liberdade e felicidade a qualquer custo. compre aqui

Aquele era o dia em que mil sonhos morreriam e um único sonho nasceria. - Princesa Lia
O livro já começa com uma fuga, o que é muito legal porque isso nos impulsiona a querer ler e ler mais. Os detalhes da vida regressa da Lia vão sendo revelados ao longo do livro. A escrita de Mary E. Pearson é tão singela que eu me vi ainda mais encantada do que em Crônicas de Morrighan (um conto lindo sobre Morrighan, a menina que deu origem ao reino de Lia). Ela tem uma forma tão única de escrever, de descrever cenários, de colocar as emoções dos personagens, que eu sentia como se estivesse lá, vendo tudo acontecer.

As mulheres já foram retratadas de diversas formas na literatura: par romântico, conselheiras do protagonista (às vezes melhores do que o protagonista), guerreiras que são naturalmente guerreiras... São infinitas as possibilidades. Mas, na minha mais sincera opinião, nada supera aquele livro que nos apresenta uma mulher que reconhece suas fraquezas e incertezas, mas que mesmo assim luta pelo que acredita e é corajosa. Lia, a protagonista de The Kiss of Decption, o primeiro livros das Crônicas de Amor e Ódio, é assim. E ela é incrível!


Esse livro me lembrou uma outra série de livros que é muito nostálgica e especial para mim, mas com a diferença de ser muito mais focado nos sentimentos, na forma como os protagonistas lidam com determinadas situações. A gente não vai encontrar um "grande confronto" a cada duas páginas, e isso nem de longe é algo ruim. Tudo pelo qual quem narra certo capítulo passa já é uma luta pessoal.

Mas, verdade seja dita, o que me impulsionou muito mais que qualquer outro motivo que eu vá listar aqui é descobrir quem era o Príncipe e quem era o Assassino. Apesar de lá pela metade já ter dado um palpite certo, isso graças a pequenos detalhes que eu dediquei minha atenção, é um tanto angustiante não termos aquela certeza, o que pode deixar as pessoas curiosas (como eu) ávidas para chegar ao final!

Afora o mistério do quem-é-quem, The Kiss of Deception é um livro que trata de amor. E, por favor, não pensem que é um romance infantilizado e bobinho porque a protagonista é uma princesa! Não! A Lia é corajosa, mas, como qualquer outra pessoa, têm suas questões e medos pessoais de talvez nunca conhecer de verdade o carinho e a confiança, algo que aflige a maioria dos seres humanos. Os cenários, as guerras, a história do Reino o dom; tudo isso é como se fosse pequenas partes desse romance, necessários para que ele exista do jeito que é.
Se a gente não pode confiar em uma pessoa no amor, não e pode confiar nela paranada. Algumas coisas não podem ser perdoadas.

É um livro lindo e delicado. Os trechos da Canção de Venda e d'Os últimos Testemunhos de Gaudrel são emocionantes e verdadeiras preciosidades, além de nos fazer imaginar muitas coisas, pois acabamos percebendo que têm histórias dentro da própria história. Tem empoderamento feminino, sororidade, amizade, romance, aventura, muita dor, tudo isso perfeitamente equilibrado para criar um livro excepcional!

E a edição da DarkSide Books também contribui para nos deixar totalmente imersos naquele universo. Na folha de guarda tem um mapa do continente dos reinos, e dentro veio um pôster com a capa do livro e que, se eu não me engano, vem em todas as edições. A capa é dura e linda, embora eu tenha recebido informações confiáveis (oi, Rê!) de que a mulher na capa é a Pauline, e não a Lia (?).

Todos os caminhos pertencem ao mundo. O que é magia senão aquilo que ainda não conhecemos?
Quem aí já leu The Kiss of Deception? E a série toda? Não me deem spoiler, ok? Eu sei que esse título é um dos pioneiros no selo darklove vulgo melhor selo da editora, o que o torna ainda mais especial. Ah, e agora está sendo lançada um novo livro que se passa no mesmo universo!

Isso é tudo, pessoal! Rainha Vermelha, 

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