Leituras no Kindle Unlimited 001


Voltei com um post que pode se assemelhar bastante aos posts da categoria Resenha em Conjunto, com a diferença que nesses posts eu só vou falar de leituras feitas pelo Kindle Unlimited. Para quem não conhece, o Kindle Unlimited é um programa de assinatura da Amazon, quase como um "streaming literário" hehe. Você paga um valor por mês, e tem acesso aos livros do catálogo. Confesso que eu não sou a usuária mais assídua, mas volta e meia encontro livros que me deixam feliz por estar lendo-os. Decidi fazer um compilado dos últimos que li em formato de post, falar um pouco da história e minhas impressões, uma mini-resenha basicamente.


Por Amor às Causas Perdidas (Laís dos Passos): o que mais me chamou atenção nesse livro foi a capa e o título. Antes mesmo de ler a sinopse eu sabia que queria lê-lo. É um livro que ninguém conhece, e quando eu digo ninguém é ninguém mesmo hehe. A história começa com Eloy, um estelionatário que teve a brilhante ideia de se mudar para um país onde estelionato é crime passível de pena de morte (tudo bom?). Pois bem, ele acaba sendo preso e condenado, mas as coisas tomam um rumo diferente quando uma caçadora de recompensas chamada Zya o resgata minutos antes de ser executado.

O livro têm muitas reviravoltas, aventuras, personagens cativantes e corajosos e, ah, eu falei que ele se passa num planeta parecido com a Terra, mas que não é a Terra? Pois é. Mas apesar de toda uma ficção científica envolvida, pra mim o mais legal é ver a interação dos personagens, e como aos poucos eles vão percebendo que não são causas perdidas. Ninguém é, na verdade (mentira, eu sou hahaha). A gente termina o livro querendo viver uma aventura!


❤ Proteger Você (Jasmin Palumbo): esse foi uma das minhas leituras mais aleatórias da vida. Gostosinha, mas ainda assim, bem aleatória. Primeiro que não tem muita coisa de especial. Basicamente conta a história de um terapeuta e de uma garota autista que se conhecem na academia (porque ela está tentando sair de sua zona de conforto a todo custo). E o segundo ponto é que ele é o terceiro de uma série que eu não me senti inclinada a ler os anteriores e nem os posteriores hehe.

Isaac e Mabel são um casal muito fofo, com um respeito muito grande e uma relação que é construída aos poucos. As coisas que achei mais legal no livro, além da escrita simples e que trata com bastante propriedade sobre o Transtorno do Espectro Autista, foram justamente as características únicas da Mabel (ela é divertida, literal e muito sincera) e a vontade que ela tem de vivenciar coisas que nunca se arriscou a fazer. No geral, é fofo, mas não passa disso.



Seu Lado Ruim (Anne Marck): eu não sou a maior fã do gênero new adult ou hot ou seja-lá-qual -nome-dão-a-eles. No entanto, Anne Marck, essa mulher tão talentosa, conseguiu me fazer ficar apaixonada, encantada, extasiada com seus livros. A escrita dela é tão boa, e as história são tão lindas, que mesmo algumas tento temas pesados eu me sinto feliz por estar lendo-as. Sinceramente eu não sabia o que esperar quando peguei seu último lançamento para ler (e, confesso, adiei um pouco a leitura porque o lançamento que eu espero há meses é de um outro casal), mas, nossa, ainda bem que eu li esse livro!

Seu Lado Ruim vai contar a história de Ava e Rovy. Ava é filha do pastor da pequena cidade onde mora, e ela vive cercada por regras impostas por seus pais, regras essas que a sufocam a ponto de ela não conseguir vislumbrar um futuro bom para si mesma. Rovy é um homem que ganha a vida fazendo coisas perigosas. Os dois foram amigos quando crianças, mas acabaram rompendo esse laço. Anos depois ele retorna, e acabam percebendo que ainda precisam um do outro, talvez até mais do que quando eram mais novos.

É claro, o livro tem como foco o romance, mas também trata de outros assunto: intolerância religiosa, conservadorismo, corrupção e abuso de autoridade. Eu terminei a última página querendo ler tudo de novo (e eu juro que algum dia ainda releio todos os livros dessa mulher). Sério, Anne, obrigada por existir, e não pare de lançar livros nunca!


Rage (Tamires Barcellos): chegamos naquele livro que, se eu pudesse voltar no tempo, não teria lido. Foi minha primeiro leitura de 2020 e, ao invés de eu começar o ano com um livro "quentinho no coração" eu fui direto para um dark romance. E minha defesa, eu tinha curiosidade de ler algo do gênero, e o livro é bom. Meio arrastado em alguns momentos, e com uma protagonista meio bobinha, mas bom! Só que o tema é muito pesado, e não é algo que me deixe feliz em estar lendo.

O livro começa com Amber tentando descobrir quais são os segredos sujos do pai, um empresário muito rico e rígido. No meio dessas investigações, ela chega num clube reservado, e é lá que vê Rage pela primeira vez. Ele é um homem de 30 anos que passou praticamente toda a vida preso como um bicho e sendo abusado pelo pai de Amber, que é um pedófilo pervertido e horrível. 

Independente do romance e das formas como Amber consegue ajudar Rage, é um livro que tem estupro, violência (física e psicológica) e personagens traumatizados, então desde já eu aviso que o livro tem muitos gatilhos! Foi uma leitura rápida, pesada (pesadíssima!), e com um final, de certa forma, esperançoso. Uma coisa interessante é que na gigantesca maioria dos livros nesse estilo a mocinha é posta como a vítima; no caso de Rage, a vítima principal é o homem.


A Lâmina da Assassina (Sarah J. Mass): chegamos ao último do post, e que eu só inclui aqui por ele estar disponível no Unlimited, mas pretendo fazer um post falando sobre o primeiro livro da série e sobre ele. Em resumo, eu estou totalmente rendida por Trono de Vidro! Eu não tinha ideia que que ia gostar tanto dessa história, mas, por Wyrd, são maravilhosos. O primeiro foi bom, mas o que me fez me conectar de vez com a Celaena foi A Lâmina da Assassina. É um coletânea de contos onde a gente vê quem foi a Assassina de Adarlan antes de ser presa e escravizada nas minas de sal de Endovier. Mesmo para quem não conhece a série, é um livro muito bom. Na verdade, eu acho importante ler antes de começar a série propriamente dita. Eu amei, eu li rápido, eu me apaixonei, e eu chorei muito no final.

Bom, acho que para um primeiro post, está bom de livros hehe. Provavelmente eu volto com mais mini-resenhas para essa categoria depois de terminar Trono de Vidro (e me sentir tão devastada que a única coisa que vai me salvar serão romances clichês que farão a minha massa cinzenta se liquefar e escorrer pelos meus ouvidos haha).

Alguém se interessou por algum dos livros citados? Quem também gosta de ler por e-readers? Eu adoro, acho que a leitura flui bem mais rápido, além de ser mais leve de se carregar. Vocês podem assinar o Kindle Unlimited aqui : )

Sobre ter relido A Seleção cinco anos depois


Aos 15 anos eu era uma pessoa totalmente diferente do que sou hoje. Muitos dos meus ideais e pensamentos mudaram ao longo dos anos, e têm coisas que, sinceramente, eu até me envergonho de já terem passado pela minha cabeça. Mas, ao mesmo tempo, eu faço o possível para não odiar aquela Luh de 15 anos. De certa forma, ela contribuiu para que eu me tornasse quem sou hoje. Não uma pessoa perfeita, mas uma pessoa melhor! Os livros que eu li na época me ajudaram com isso também, me ajudaram a construir um certo caráter e a ser corajosa. Com alguns, quando eu volto a reler, consigo perceber que minhas opiniões e impressões não mudaram: eles continuam sendo tão maravilhosos e incríveis como foram anos atrás.

Só que, há uns meses, eu passei pela experiência de reler uma série (ou quase toda a série) que já foi uma das minhas favoritas. Eu cultivava na minha memória doces dias de leitura, me encantando com o romance água com açúcar e com aqueles cenários majestosos que pareciam ser perfeitos. Estou falando de A Seleção da Kiera Cass. Na época esses livros eram o que de melhor eu poderia encontrar, e eu enxergava só o que eu queria ver. Só a parte bonitinha. Sem querer desmerecer o trabalho da autora, mas, depois que reli, aquelas memórias fofas foram substituídas por outra coisa: decepção!

Se você não conhece a história, eu vou dar um pequeno resumo: é um distopia onde o que governa é uma monarquia (eu não vou entrar no mérito de que política é discutida de forma bem rasa nessa história). Os Estados Unidos se tornou uma país chamado Illéia e é divido em oito castas, sendo a mais baixa de mendigos, e a mais alta a da família real. O livro gira em torno de America, uma garota da casta cinco, que tem um namoradinho de um casta mais baixa e que está tentando convencer a sua mãe de que ela não quer participar da Seleção, que é basicamente um concurso onde 35 garotas são mandadas para o palácio para competir pela mão do príncipe. E obviamente ela vai acabar indo participar desse reality show, que por sinal é transmitido para o país inteiro!

Falando das partes boas, o romance continua ali, e ele pode até ser bonitinho, mesmo com o triângulo amoroso enrolado e os personagens chatos e arrogantes além da conta. Mas o que me fez perder o encanto por essa série não foi o romance ou personalidade chata dos envolvidos. Foram os diversos problemas socioculturais que o livro apresenta. Em minha defesa, aos 15 anos eu vivia numa bolha a respeito de questões sociais, embora elas já fossem discutidas naquele ano.

Primeiro que o livro é claramente sobre uma competição feminina, algo que hoje eu abomino, ainda mais levando em conta que o livro é escrito para pré-adolescentes (leia-se: meninas) de 12 ou 13 anos, ou seja, pessoas que nessa época estão formando seu caráter. O livro torna algo quase normal que garotas se alfinetem, se ameacem e até se agridam por causa de um homem (e um homem que nem é tudo isso, eu já deixo clara essa minha opinião). 

O segundo ponto que me incomodou muito é a respeito da quantidade de gente padrão nesse livro. Não tem um personagem negro. Não tem um personagem que seja da comunidade LGBTQI. Todas as garotas, desde as selecionadas até as criadas são brancas, são magras e são indiscutivelmente muito lindas. Todos os homens são brancos, são altos, são fortes e são muito lindos. Em resumo, é um livro que reforça padrões de beleza inalcançáveis e que estão já há um tempinho ultrapassados. E não é como se o livro tivesse escrito há 50 anos...

Bom, eu poderia falar de diversos outros pontos. Do machismo velado ao longo das páginas, desde o fato de as garotas só usarem vestidos, até o fato de estarem buscando a aprovação de um homem. Do empoderamento de mentirinha da America, que desde o começo tenta se mostrar diferente e forte e avessa à competição, mas que participa ativamente dela e, anos depois, coloca a própria filha numa competição. Do relacionamento abusivo entre a rainha e o rei, e que é bem romantizado num conto de um dos livros extras. Ou até mesmo da tal revolução que foi prometida, mas que é tratada de forma rasa, fácil como estalar os dedos.

Se você não leu esses livros, preciso dizer que esse não é um post que vai tentar te fazer mudar de ideia. Leia; mas leia ciente de tudo de errado que essa história carrega. Se você, assim como eu, leu quando mais novo antes de desenvolver algum senso, das duas às uma: ou você lê e percebe a problemática, ou não lê e fica com as lembranças fofas. Caso já tenha relido, compartilhemos dessa frustração! E, detalhe: eu gosto dos livros, eles me entretem, mas eu não consigo ler ou reler qualquer livro hoje em dia sem reparar e criticar certas coisas. E, Kiera Cass, não dá pra defender muita coisa! E eu espero do fundo do coração que, se o filme realmente acontecer, ele tenha o mínimo de representatividade e correção de certos pontos.

Netflix: filmes lindos de Natal


Eu preciso confessar que, com o tempo, acho que me desanimei um pouquinho com coisas temáticas de Natal. Quer dizer, eu sempre tentava me animar, mas o fato de a gente estar comemorando essa data tão especial num país tropical meio que me desestimula a criar fotos que pareçam quentinhas e aconchegantes hehe. Na verdade, o que mais tem me animado esse ano é a ideia de gravar um vlog da véspera e do dia de Natal de fato. E vou tentar fazer isso! Até lá, eu tento me animar vendo filmes natalinos, mesmo que todos eles se passem lugares frios...


Klaus: esse é definitivamente um dos filmes mais lindos que eu já vi em toda a minha vida! Nele, um carteiro privilegiado e arrogante é enviado por seu pai até uma ilha no meio do nada para abrir uma filial dos Correios. Ele não esperava encontrar uma cidade em ruínas, duas famílias rivais que praticamente vivem em batalha, e nenhuma carta para ser enviada ou recebida. Sem esperança de conseguir cumprir a cota necessária para poder sair daquele lugar, Jasper deposita sua última chance num homem chamado Klaus que vive isolado na floresta. Após um mal entendido envolvendo invasão a domicílio e uma criança com um brinquedo novo, os dois acabam formando uma parceria, onde Jasper recebe cartas das crianças, e Klaus "entrega" brinquedos a elas (entre aspas porque quem entrega é o carteiro).

Eu disse que era um dos mais lindos de todos, né? Pois bem, mesmo sendo uma animação caricata sobre a origem do Papai Noel, ele consegue ser emocionante, divertido e tocante. Em todas as três vezes que assisti eu fiquei arrepiada e com lágrimas nos olhos. Os temas como amizade, honestidade, bondade, gentileza e até a morte são abordados da forma mais sensível e delicada possível. Esse filme merece o Oscar e o Mundo! (por que choras, Disney?) (já escreveram suas cartinhas?)


A Princesa e a Plebeia: não vou mentir que quando eu vi o título desse filme eu logo achei que fosse algum live action de Barbie - A Princesa e a Plebeia hehe (inclusive, queria muito porque amo a Barbie). Mas, mesmo não sendo isso, fiquei animada para assistí-lo, pois ver a Vanessa Hudgens atuando me lembrou da época de High School Music. Basicamente nesse aqui uma duquesa e uma confeiteira trocam de lugar, e o resto... o resto vocês já devem imaginar: o clichê que sempre acontece em trocas hehe. Mas quem liga? Eu sou uma pessoa que precisa de clichês de Natal da Netflix para formar o meu caráter! A Princesa e a Plebeia é leve e divertido, e por um momento eu até achei que existiam duas Vanessas.


Trilogia O Príncipe do Natal: mais uma "farofa"que sempre dá certo, com a diferença de que O Príncipe do Natal começou como um filme solo e, pasmem, se tornou uma trilogia! Para a premissa básica, posso falar: Amber é uma jornalista no início da carreira que é enviada a um pequeno país chamado Aldovia para cobrir a coroação do príncipe Richard. Mas, após o príncipe não aparecer, ela decide se infiltrar no palácio para tentar descobrir mais sobre a vida dele, que até então era visto pelo resto do mundo como um playboy.

Quando assisti esse filme pela primeira vez lá em 2017 eu sinceramente não esperava que ele chegasse tão longe. Tem (claramente) um orçamento baixo, atores que não sabem atuar muito bem, clichês do começo ao fim, crises de estado sendo resolvidos por uma princesa de 12 anos e até maldição! E eu só sei que gosto muito! A sequência correta é O Príncipe do Natal, O Casamento Real (meu favorito *-*) e O Bebê Real (o que eu menos gostei hehe). Qual o preferido de vocês?


Crônicas de Natal: esse filme tinha tudo para ser mais um clichê. E ele é bem clichê, mas de um jeito totalmente diferente de todos os outros. Além de ser o mais engraçado! Nele somos apresentados a Teddy e Kate, dois irmãos que estão passando seu primeiro Natal sem o pai. Depois de serem deixados sozinhos em casa na véspera de Natal, os dois acabam bolando um plano para filmar o Papai Noel. Mal imaginavam que iam passar a noite voando num trenó e correndo de um lado para o outro atrás das renas e do saco de presentes. Tudo isso acompanhados de uma versão moderna do Papai Noel, que não é gordo e nem fala "ho ho ho".

Apesar das coisas piegas como morte de um ente querido, e reflexões sobre família e valores (e u já vi isso em outros 387645 filmes natalinos), o filme é diferente justamente pela figura atípica desse Papai Noel e as situações inusitadas em que os personagens são colocados. Tem até viagem para o Polo Norte, pelo amor de Santa Claus!

Esses são meus filmes favoritos de Natal da Netflix. Quais os de vocês? Recentemente assisti Um Passado de Presente, também com a Vanessa Hudgens, e não gostei nenhum pouquinho hihi. Ah, vocês podem ver minha lista de filmes de 2017 aqui.

merry christmas!