I love spring book tag


Eu amo falar de livros, mas raramente faço tags literárias. Parece que não consigo me expressar direito nas respostas. Mas, de toda forma, a Primavera começa amanhã e, mesmo não sendo minha estação favorita, achei que merecia uma tag :) 

Procurei no booktube brasileiro, mas não achei um único vídeo com alguma tag literária relacionada a essa estação. Me obriguei a partir para canais gringos e, consequentemente, traduzir a tag. Acabei caindo de para-quedas nesse vídeo, e tentei da melhor forma possível fazer uma tradução. Espero que nada tenha ficado confuso!


1. Como é a primavera onde você mora?

Quente, seca e quente! Eu odeio a primavera aqui onde eu vivo... não, na verdade, eu odeio a primavera do Brasil. Ela é quente, sem chuvas, com ventos que fazem tudo ficar empoeirado. Meu sonho é morar em lugar onde a primavera tem aquele clima agradável de meia estação e onde é possível ver as flores brotando porque o inverno acabou.

2. Livro mais esperado nesta primavera?


Eu sou apaixonada pela trilogia Fronteiras do Universo, do Philip Pullman. Pra mim, é uma das histórias mais fantásticas e bem escritas do mundo (ainda não superei o último livro), e saber que iremos voltar àquele universo com outros personagens é mágico! Espero, ansiosa, por esse lançamento e espero poder reencontrar antigos "amigos" hehe.

3. Mostre uma capa de livro que faz você pensar em primavera?


Embora lembre uma primavera mais, bizarra por conta da caveira, Onde Cantam os Pássaros é o livro que mais combina com essa estação. Mesmo assim é contraditório, pois a história se passa numa ilha britânica fria e chuvosa (amo!).

4. Onde você vai ler nesta primavera?

Eu queria ser poética e dizer que lerei no gramado da minha casa debaixo de um céu azul, mas a verdade é que vai ser no meu quarto mesmo e acompanhada de um ventilador (ar condicionado a gente ainda não tem), um copo de água gelada e um purificador de ar :b

5. Encontre uma capa com o sol sobre ela.


Mais uma coisa contraditória, pois sereias me remetem a praia, que me remetem a verão (mais uma estação que eu cortaria do meu ano). Mas A Sereia é o mais perto que chega de ter um sol na capa, além de ser uma história muito bonita e com fotos tiradas num momento de sol.

6. Quais são suas leituras favoritas da primavera?


Para ser clichê ao nível máximo e não fugir nenhum pouquinho do padrão, vou citar a minha série favorita: O Lado Mais Sombrio. Reler esse série nessa época me deixa muito nostálgica, pois foi numa primavera que o primeiro e segundo livro chegaram em minhas mãos, e também que o terceiro foi lançado. Não sei se tenho carga emocional o suficiente para sair do nível de ficar folheando-os e ler novamente, mas quero muito fazer isso!

7. Encontre um livro com muitas cores diferentes.


Ecos, com toda certeza, é um dos livros com a paleta de cores mais peculiar que eu tenho, e isso etá longe de ser um problema, pois ela combina perfeitamente com a história, que é diferente de todas que já li!

8. Quem você marca para responder a tag?

Vou indicar três pessoas que eu sei que gostam bastante de livros e que, acredito eu, iriam amar responder essa tag: Gislaine (Literalize-se), Renata (Retipatia) e Lukas (Fotografei). Ah, mas se alguém sentir vontade de reponde-la, sinta-se tagueado por mim :)



Gostaram da tag? Bem simples e aleatória, não é? Alguém aí também se sente um pouco desgostoso durante o calor que faz na primavera? Não me levem a mal, eu amo flores e borboletinhas, mas bem que o frio poderia durar mais um pouco!

Isso é tudo, pessoal! Rainha Vermelha, 

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Falando em games... Until Dawn


Faz tempo que eu não falo de jogo aqui no blog, né? O último (e único) que resenhei aqui foi Plants Vs Zombies - Garden Warfare 2, mas é que eu, realmente, não costumo jogar com consoles, a menos que o jogo me desperte uma curiosidade gigantesca. Bom, e foi justamente isso que aconteceu com Until Dawn, um jogo se suspense/terror que eu já estava querendo jogar há muito tempo (mais especificamente, desde o ano passado!).

Until Dawn foi desenhado para poder ser jogado várias vezes para que os jogadores possam entender o jogo na sua totalidade. A história dura cerca de nove horas de cada vez que se joga e as mecânicas irão utilizar um novo sistema chamado "Efeito Borboleta" em que cada escolha feita terá grandes consequências nunca antes vistas no desenrolar da história. Ao longo do jogo, os jogadores farão decisões difíceis com dilemas éticos e morais, como por exemplo sacrificar uma personagem para poder salvar outra.
Em 2 de fevereiro de 2015, Montanhas Blackwood, os amigos Sam, Mike, Ashley, Chris, Matt, Emily e Jessica passam a noite no chalé da familia de Josh no aniversário do desaparecimento de suas irmãs gêmeas Beth e Hannah na mesma data de 2014, sem perceberem que estão sendo perseguidos por um psicopata e talvez por alguma coisa ainda pior.

"Efeito Borboleta" é um termo que se refere à dependência sensível às condições iniciais dentro da teoria do caos. Este efeito foi analisado pela primeira vez em 1963 por Edward Lorenz. Segundo a cultura popular, a teoria apresentada, o bater de asas de uma simples borboleta poderia influenciar o curso natural das coisas e, assim, talvez provocar um tufão do outro lado do mundo.
Acredito que "efeito borboleta" é o que defini esse jogo, pois a cada capítulo, a cada decisão tomada, mesmo que pareça pequena, podemos desencadear coisas muito maiores dentro da trama. Mortes, por exemplo.

O jogo começa com um mistério. Ninguém sabe o que aconteceu com as duas irmãs, mas os amigos estão dispostos a passar dias relaxantes na cabana da montanha. Ninguém contava que uma reunião amigável acabaria com o grupo de amigos sendo perseguido por um psicopata pela neve, um médico fazendo análises com uma figura misteriosa e algo ainda mais perigoso.

O jogo é bem interativo, pois nós movimentamos todos os personagens, tomamos decisões por eles e vamos descobrindo tudo e ficando tensos também. Embora todos sigam um esteriótipo que já conhecemos em filmes de terror (o engraçadinho, a "bonitona", a reservada, o inteligente...), nós queremos fazer de tudo para que sobrevivam. Altos sustos regados a gritos aconteceram enquanto eu jogava, tanto que eu ficava bem nervosa e não conseguia apertar os botões certos ou parar quieta nos momentos em que o controle não podia se mexer. O final é bem perturbador e esclarecedor, embora eu tenha desejado que tivessem mais capítulos! Não posso falar muito sobre o desfecho, pois acabaria soltando spoilers e, claro, por não ser um fim igual para todos. Cada um tem e jeito de jogar e vai ter que arcar com as decisões! Ah, e fiquem de olho nos totens indígenas!

Falando de gráficos, é quase como se estivéssemos vendo um filme (de terror, claro!). Os personagens foram baseados em pessoas e rostos reais, o que deixa tudo muito verdadeiro. Os cenários, a fotografia, a trilha sonora/sonoplastia... tudo combinou perfeitamente como  clima gélido e sombrio que o jogo passa.

Enfim, é um jogo que eu recomendo muito, mesmo sendo um pouco caro. Meu irmão conseguiu instalá-lo de graça por ser assinante de ~ alguma coisa que eu não sei o que é ~ do PlayStation 4, mas acho que, independente de tudo, vale muito a pena! Eu gostaria muito de ter a versão física, embora sinta uma dor ao pensar em desembolsar R$200 por um jogo que eu já joguei :b

Isso é tudo, pessoal! Rainha Vermelha, 

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Death Note: minha primeira experiência com anime e um comparativo com o filme

Não resisti e fiz meu próprio Death Note | Disponível na loja Fios de Borboleta
Eu não tô nem aí que o YouTube inteiro já tenha falado desse filme, nem por todos os nerds do mundo terem visto o anime há séculos. Eu só vi agora e vai ser agora que vou falar dos dois. Pra ser sincera, eu estava adiando escrever esse post, pois, mesmo tendo feito um planejamento, tenho certeza que vou acabar me dispersando um pouquinho, afinal, verdade seja dita, tem muita coisa pra falar. Vamos deixar tudo mais sucinto possível!

Acredito que bastante gente já deve conhecer o Death Note (caderno da morte), pois o anime é bem famoso - e eu amei demais, aaah! - e o filme tem gerado muita polêmica nas últimas semanas.

DEATH NOTE


A história centra-se em Light Yagami, um estudante do ensino médio que descobre um caderno sobrenatural chamado Death Note, no qual pode matar pessoas se os nomes forem escritos nele enquanto o portador visualizar mentalmente o rosto de alguém que quer assassinar. A partir daí Light tenta eliminar todos os criminosos e criar um mundo onde não exista o mal, mas seus planos são contrariados por L, um famoso detetive particular.

Anime - uma obra-prima!


Vamos partir do princípio de que eu não gosto de anime. Não gosto, nunca gostei de desenho japonês! Com exceção de Pokemón que, pra mim, é uma coisa universal, eu nunca me interessei por nenhum. Até que o filme da Netflix foi anunciado! Embora eu precise concordar que a produção da Netflix foi um tanto ruim, ele serviu para que mais gente conhecesse o universo de Death Note, pois, juro, antes de toda esse repercussão, eu achava que "death note" fosse um caderno da morte que viralizou no Tumblr O.o

Consegui fazer a proeza de ver os 37 episódios do anime em 24 horas, e não me arrependo disso, pois eu amei!

A história começa com Light, um gênio perfeitinho que se sente entediando com a vida e que, após encontrar o caderno, decidi que quer se tornar o "Deus do Novo Mundo", tendo como companhia o Deus da Morte Ryuk. Depois que vários criminosos começam a morrer de ataque cardíaco, o detetive L reúne uma força tarefa para descobrir quem é Kira, a figura que está por trás dos assassinatos (no caso, Light). A partir daí, começa uma batalha de egos e valores gigantescos, onde um quer descobrir quem o outro é, cada um com sua visão de mundo: Light acredita estar fazendo o certo banindo o mal do mundo, que, numa linguagem mais atual, é o típico discurso de que "bandido bom é bandido morto"; já L é o pacifista que vê Light-Kira como um serial killer. Ambos os personagens são inteligentíssimos e criam estratagemas mirabolantes para burlar um ao outro, e isso acaba nos deixando tensos a todo instante!

“Digamos que os alunos discutissem se pessoas más merecem morrer. Pode apostar que todo mundo daria a resposta politicamente correta. ‘É errado matar pessoas’. É o que elas devem dizer. Claro que essa é a resposta correta a dar. Os humanos estão sempre tentando manter as aparências em público. Muitos têm medo de me apoiar porque se preocupam com o que os outros vão pensar. Mas na internet, onde você pode se manter no anonimato, o apoio a Kira está crescendo.” 
Embora eu tenha torcido o anime inteiro para que o Light fosse o grande "vencedor", sei que para ele, que tinha uma vida aparentemente perfeita, é bem fácil achar uma arma como o Death Note e sair por aí matando bandidos. A questão aqui é que Light é o anti-herói com boas intenções, mas ideais errados. De toda forma, acredito que por ele ter sido apresentado primeiro, consegui ficar encantada por ele. 

Falando do L, ele é uma coisinha estranha, que fala estranho, senta estranho, se veste feito um mendigo e que não está nem aí para ninguém. Achei ele bem fofinho e engraçado em algumas cenas, além de ter um poder dedutivo impressionante, mas não torci para ele em momento algum.

Os personagens secundários ficam por conta de Misa, a portadora de um segundo Death Note, e garota mais chata, insuportável, irritante e que criou um obsessão doentia pelo Light. Sinceiralmente, eu escreveria o nome dela no caderno! Ah, e claro, o Ryuk, um Deus da morte zombeteiro que não está do lado de ninguém e que só quer ver o circo pegar fogo.


Em suma, é um anime muito inteligente, com personagens espertos, uma história instigante e que eu, particularmente, veria muitas e muitas vezes. Não pensem que agora eu virei a fanática por animes, pois eu não tenho interesse em mais nenhum haha. Mas Death Note realmente tem um universo incrível e que se tornou uma das minhas novas paixões. Agora, o que eu quero mesmo, é a coleção de mangás e ver os live-actions japoneses!

poxa, netflix!


Eu vi tantas, mais tantas críticas negativas sobre esse filme, e eu não conseguia entender o porquê de terem achado ele tão ruim. Isso até eu ver o anime... ah, aí sim eu consegui ver os motivos para as críticas! Mas, mesmo eu tendo me tornado fã do anime, não achei o filme de todo ruim. Não é o melhor filme do mundo, não tem os melhores CGI's do mundo, nem as melhores atuações. Mas a questão é que, como eu já disse, ele serviu de alguma coisa: apresentar Death Note para quem ainda não o conhecia. Eu, hoje, vejo a obra cinematográfica como algo totalmente à parte, pois realmente é muito diferente do anime.

Pra começar, se passa em Seattle, o que deixou tudo bem americanizado, a começar pelo próprio Light que, do geniosinho de ego exacerbado do anime, passou a um daqueles clichês de filme americano: o "esquisitinho" que não se encaixa em lugar nenhum. Ele é um tanto perturbado porque a família é desestruturada, demonstra certa inocência e não usa da esperteza, sendo que o Light do anime é um verdadeiro sociopata, e o único momento em que eu pude ver um pouco dele - Light do anime - foi no final, com um plot twist muito bem elaborado. (De qualquer jeito, esse plot não conseguiu salvar o filme das confusões do roteiro corrido e confuso) Ah, e o que foi aquele show quando viu o Ryuk pela primeira vez?! Parecia a cena de algum filme da franquia Todo Mundo em Pânico O.o


Sobre o L, não tem problema nenhum ele ser negro. Mas a questão é que, ao invés de um detetive impecável, com coerência e que não liga para relações sociais, ele se tornou alguém que tira conclusões descabidas (independente de elas estarem certas, não tem sentido!) e que aparece em coletivas de imprensa, sendo que o L do anime nunca nem tinha aparecido em público! Please, kill me now!

Mas, com certeza, a mudança mais gritante foi na Misa, que se tornou Mia e se apossou do posto de sociopata manipulador da história. Mas eu não posso reclamar, pois antes a Misa fosse um pouquinho igual a Mia (acho que já disse, mas repito: eu odiei a Misa com todas as forças). Ah, e sobre o Ryuk, ele continua só observando, mas, no filme, se tornou um figura ruim, um vilão que quer que o Light desista do Death Note.

Ok, se nós tirarmos todas as mudanças de personalidades dos personagens, e fomos analisar a história e comparar com a original... não tem nada a ver. Mudaram regras do Death Note, incluíram um romance que não existe no anime, e cenas que não existem! Na verdade, eu classifico o filme como uma comédia: eles pegaram uma ideia brilhante e transformaram em algo cômico. Quem não viu o anime, vai achar interessante, legal e um bom entretenimento. Poucas pessoas que viram vão gostar, mesmo que minimamente. Eu, numa escala de 1 à 5, dou nota três, e acho que seria legal uma continuação onde explorassem melhor as características de cada personagem.


Ufa,  escrevi uma bíblia aqui hehe. Espero que minhas opiniões tenham ficado claras, pois foi difícil me organizar! Vocês já viram o anime ou o fime? O que acharam? Vamos conversar, mas sem o típico "o anime é maravilhoso" e "o fim é uma porcaria". Eu já sei que todas as pessoas do mundo acharam o filme uma porcaria haha. Vamos tentar ver pontos positivos na produção da Netdlix, pois, a essa hora, o diretor deve estar chorando em posição fetal pela quantidade de críticas :p

Isso é tudo, pessoal! Rainha Vermelha, 

ps: alguém já viu os filmes japoneses inspirados na história?!

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